“...As pessoas são complicadas e, por isso mesmo, apaixonantes. Para mim, já na década de 1970, era fácil ver os estragos que o mundo moderno estava causando na alma humana. A poluição química e sonora, o trabalho estafante da cidade grande, a tensão e, finalmente, o verdadeiro clima de guerra para a conquista do dia a dia, estavam levando os homens à estafa física e mental, hoje modernamente chamada de estresse, que faz alguns desperdiçarem aquilo que tanto prezo: a vida.

Segundo a medicina, o estresse é uma das principais causas do infarto. A adrenalina, um hormônio que necessita de oxigênio para baixar seu nível, com o estresse, aumenta excessivamente. Todo o sistema endócrino fica fechado, aumentando o batimento cardíaco e a pressão sanguínea. Os exercícios, que estimulam a circulação sanguínea, fazendo com que o oxigênio seja injetado nas células, são, sem dúvida, uma excelente opção para vencer o estresse. Mas o executivo de hoje tem tempo para fazer exercícios? Com que paciência, depois de vencido pelo estresse? Eu me perguntava isso, e a isso eu mesmo me respondia. Fazia uma verdadeira acareação entre ideia, e a possibilidade prática de torná-la real.

Para melhor qualidade de vida deveriam surgir no Brasil os institutos de massagem para o perfeito Relax. Como existiam há milênios. Como houve em Roma e Atenas, só para citar duas antigas civilizações, sem contar a sistemática oriental, dos árabes, dos chineses e dos japoneses. Sempre fui um admirador confesso das mulheres, os pequenos e grandes poemas do dia-a-dia. Desde os tempos em que fundei a – TUFA – Torcida Uniformizada Feminina do América Mineiro (clube cujo hino tem minha assinatura). Com elas, estava em meu ambiente: entre mulheres práticas, aguerridas, lutadoras e idealistas, qualidades que as tornavam ainda mais bonitas.

A beleza feminina é antiestresse. Os toques das mãos de uma mulher são quase toques divinos. A fórmula para amenizar o estresse de homens modernos era essa. Simples. Pura. Causou furor. Na década de 1970, a mídia cravou-me com vários adjetivos (em virtude do grande sucesso de meus institutos), alguns bastante pejorativos. De outros, eu gostei. Como, Newton Ribeiro, Rei do Relax.

A vida me gratificou muito, em sua forma mais ampla. Com ela mesma. Inteira, intensa, bem vivida. Um dos presentes que ela me deu foi um insight para um anúncio de jornal na seção Negócios e Oportunidades do jornal O Estado de São Paulo, 6 de janeiro de 1970: Solange, Rosana e Jane. Massagem Relax. Banho turco. Imersão. Rua Doutor Vila Nova, 46, das 9 às 18 horas.

Escute uma música agradável. Relaxe. Deixe o ambiente à meia-luz. Pense em como você está se sentindo hoje. Separe todos os problemas do dia e os reserve em um arquivo fechado, se não for possível deletá-los... Se entregue, então, à delicadeza do toque de nossas massagistas... Porque o coração de um ser humano também está entre quatro paredes.”


– Newton Ribeiro

 

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